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| Apresentação |
Apresentação O V Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as, cujo tema é Pensamento negro e anti-racismo: diferenciações e percursos é uma realização da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros – ABPN, Universidade Federal de Goiás – UFG, Universidade Católica de Goiás - UCG, Universidade Estadual de Goiás – UEG, Núcleo de Estudos Africanos e Afro-Descendentes da UFG – NEAAD/UFG, Centro de Estudos Afro-Brasileiros – CEAB/UCG e Coletivo de Estudantes Negros/as Beatriz Nascimento – CANBENAS, além de parceiros como órgãos governamentais nacionais, estaduais e municipais e outras entidades e instituições. O presente CD-Rom traz os artigos completos apresentados no V COPENE, a programação geral e o caderno de resumos de poteres e comunicações apresentadas nos Grupos de Trabalhos (GTs). A Associação Brasileira de Pesquisadores Negros/as – ABPN A ABPN é resultado da trajetória histórica dos/as pesquisadores/as negros/as no Brasil, nos diversos espaços institucionais de pesquisa e nos Movimentos Negros de forma geral, sobretudo desde os anos 1970. A associação é de caráter nacional e tem realizado um esforço constante no sentido de efetivar um diálogo com pesquisadores/as e instituições de pesquisas internacionais, intensificando e ampliando o campo de debate sobre as relações étnico-raciais e suas proposições, bem como fortalecer uma rede de solidariedade entre populações negras. A Associação Brasileira de Pesquisadores Negros – ABPN, criada em 29 de agosto de 2002 tem por objetivos:
São órgãos da ABPN: Assembléia Geral, diretoria, conselho de representantes, conselho fiscal, comissão de ética, coordenação regional e coordenadores de área. Os membros que compõem esses órgãos exercem seus mandatos sem qualquer remuneração por esse exercício. Os/as associados/as da ABPN são pesquisadores/as em atividade, inativos/as ou aposentados/as, que realizam ou realizaram pesquisa cientifica referente aos temas de interesse direto aos objetivos dessa associação, seja em universidade, faculdade, centro de pesquisa, entidades, ou seja, indivíduos devidamente reconhecidos pela sua contribuição para produção do conhecimento. Foram realizados os seguintes COPENE’s:
O V Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as - V COPENE Nas edições anteriores dos Congressos Nacionais pôde-se constatar a participação de pesquisadores/as das mais diversas regiões do país e de estrangeiros/as. A partir dos Congressos realizados, é possível observar o crescimento numérico, a diversidade e a excelente qualidade da produção, podendo-se afirmar a importância/significado da ABPN e a necessidade da sua continuação, ampliação e fortalecimento. O tema do V COPENE Pensamento negro e anti-racismo: diferenciações e percursos indica a necessidade de contínua reflexão acerca da produção de intelectuais negros/as em grande parte “invisíveis” na ciência brasileira e nas sociedades científicas ainda que tenhamos indivíduos de renome internacional. Além disso, o pensamento negro em foco tem um horizonte transnacional e comporta variações e divergências dentro de uma unidade de construção de uma representação negra plural no Brasil e no mundo, principalmente no tocante ao combate ao racismo, fenômeno multifacetado que, por sua vez, exige uma multiplicidade de interpretações e intervenções visando sua eliminação. Nas diferenciações do pensamento negro destacamos sujeitos e temáticas: o pensamento feminista negro, a juventude, os grupos LGBTT, a intelectualidade negra não acadêmica. Dentre os percursos podemos retomar desde a antiguidade das sociedades africanas como a voz e o texto de pensadores/as negros de meados do século XIX e do século XX, compreendendo os períodos escravista nas Américas e colonial na África. O tema é abordado em mesas redondas, grupos de trabalhos (GT’s) e comunicações de pesquisas, através de eixos temáticos que norteiam os GTs, as Sessões de Pôsteres e as Mesas Redondas.
O V COPENE é de grande importância para o Brasil Central, Goiás e Goiânia no cenário nacional, visto que são trabalhados temas voltados às relações raciais de maneira geral, bem como para romper a idéia de que não existem negros/as no Estado que, segundo o IBGE (2000), representam 48% da população goiana. Goiás concentra parte significativa dos quilombos, das congadas, grupos de hip hop e capoeira, além de ativistas e pesquisadores/as negros/as de expressão nacional. Trabalhamos para o V COPENE com uma estimativa de 1200 (mil e duzentos) participantes, dentre convidados/as nacionais e internacionais, pesquisadores/as doutores/as, mestres/as, pós-graduandos/as, graduandos/as. Mesmo sendo um encontro acadêmico estará aberto a ativistas e artistas negros/as não vinculados/as às Instituições de Ensino Superior. A identidade visual do evento recupera a imagem de intelectuais negros/as acadêmicos ou não, que, como dissemos, nem sempre são visíveis num cenário em que impera uma determinada corporeidade associada à noção de intelectualidade. Tais imagens indicam linhagens diferenciadas do pensamento negro representadas por indivíduos que lograram (re)existir individual ou coletivamente, formando territórios negros em espaços brancos hegemônicos, especialmente no mundo acadêmico brasileiro que aos poucos altera sua composição étnico-racial com políticas de Ações Afirmativas. Alex Ratts |
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